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《 Sophia 》

Estava desenhando no chão da biblioteca, gostava de desenhar assim como a mamãe. Isso até sentir um cheiro estranho, olho para a porta vendo o lobo que descobrir ser meu pai me olhando concentrado. Ele parecia ser legal mais isso não  significava que iria correr atrás dele eu já tenho a mamãe não precisava de um papai.

— Você desenha muito bem Anjo— Ele fala se sentando ao meu lado, foi impossível não rir com o que ele disse.

— Você me chamou mesmo de Anjo?!— falo segurando minha barriga que doia de tanto que eu estava rindo. — escuta aqui lobinho você pode me chamar de  tudo menos de "Anjo" — Fasso aspas com os dedos.

— Por que?— fala sorrindo de lado, ele tinha um sorriso bonito.

— Não sou como sua filha esperança, posso até parecer um criatura linda, mas nos dois sabemos que elas são as mais mortais— falo o olhando seriamente, ele parece que gostou do que disse pós deu um sorriso orgulhoso, cara estranho.

— Nunca falei que se parecia com Hope, você se parece mais comigo do que pensa—  afirma pegando um pincel  e uma tela.

— isso é porque você não conhece a mamãe, todos falam que eu me comporto como ela— falo pegando minha tinta azul do seu lado.

— Você acha isso porque não conviveu comigo, até seu jeito de analisar as coisas a sua volta se parece comigo—  fala apontando para as tintas no chão

— mamãe me ensinou desenhar, e meu jeito de agir é dela, você já conversou mais que dois minutos com ela?— falo passando o azul em meu desenho, sorrindo pelo modo que ele estava ficando

— Você acha tão ruim  assim ser minha filha ao ponto de se negar a notar as semelhanças?— sua voz tinha rancor e tristeza.

— Não odeio você lobinho, não gosto da Hayley loba chata — resmungo — E também não gosto se ter uma irmã, ela é estranha — completo

— Hope é muito doce e amigável uma vez que se conhece, mais acho que essas não são uma qualidade que agrade uma Adams — fala me olhando estudando todas as minhas reações.

— Não — sorrio — somos fora do comum, mais você me agrada! Mamãe falou que você já matou muita gente — falo me virando para ele, seu sorriso morreu no exato momento que a frase saio da minha boca, seu olhar ficou sombrio.

— Ela não deveria... — ele rosna

— Viu, você fez de novo!, não sou a esperança que você precisa se fazer de um rei bonzinho para manter seu conto de fada— completo o olhando — agora me fale como é a melhor maneira de tortura uma bruxa?

O olhar do meu pai foi épico, ele ficou em branco por alguns segundos até me olhar, tentava formular uma frase mais logo se calava. Sorrio

— Ao meu ver a melhor forma é bloquear sua magia, a amarrar de cabeça para baixo... feitiços de ilusões para ver seu ente mais querido enfiar uma adaga em sua pele lentamente...  também tem a opção de fazer seu sangue borbulhar até secar...— falo lembrando de algumas bruxas, o olhar do lobinho era chocado isso foi até ele abrir um sorriso psicopata.

Conversei  com o lobinho sobre vários modos de tortura uma bruxa, ele realmente sabia de várias maneiras, era notável que ele não falava os mais sangrentos e sim o mais eficaz e rápido.
Ele desenhava bem, ficamos ali até a mamãe vir ao nosso encontro com alguns livros em mãos.

— Dia horripilantes  nos espera pequeno pesadelo — mamãe fala olhando para o quadro que estava pintando  — desenho assombroso, você está ficando muito boa nisso — Ela fala com orgulho.

— O que vocês iram fazer agora? — ele pergunta curioso

— poções— falamos juntas

— poções tipo...

— veneno para ser mais exata. Aurora é muito boa com venenos, eles são o forte da nossa família— mamãe fala olhando para o quadro do papai — sei que você não irá embora mesmo que te expulse então pode vir — fala seguindo caminho até o fim da biblioteca.

[...]

— Que experimentar lobinho?—  mamãe pergunta ao meu pai, que a olha negando com a cabeça.

— Não seja tão infantil irmã— tia Rô fala sorrindo para a mamãe.

— Por que exatamente estão fazendo um veneno tão forte?— papai fala cruzando os braços.

—pelo que sei ainda tem uma bruxa doida querendo minha filha — mamãe fala colocando um pouco de sangue de duplicata no frasco de vidro.

— onde consegui o sangue de uma duplicata— ele pergunta a olhando curioso

— consegui com Tatia, ele é bem antigo por isso tenho certeza que vai ser eficaz — fala jogando um objeto amaldiçoado acho que eram agulhas.

—  Tatia?— fala alarmado

— quantos anos acha que tenho? — Não esperei para ver a reação, peguei as cinzas de uma múmia muito antiga não sabia de quem era, só sei que coloquei dentro do recipiente de vidro que mamãe estava misturando.

— agora vamos passar isso para uma arma!... que tal uma...— Tia Rô fala preucurando algo para usar

— adaga! — falo feliz

— Qual é o seu poblema com adagas? — mamãe e tia Rô falam ao mesmo tempo.

— é hereditário— papai fala sorrindo — como esse veneno vai funcionar para uma pessoa que não tem corpo?

— simples você vai fazer ela possuir um corpo, o veneno vai sugar seus poderes para a adaga, ela vai está fraca a prendemos no corpo e a matamos— Tio Noah fala entrando na sala— e destruímos a adaga para evitar que isso se repita. — fala pegando uma adaga na prateleira.

— quem garante que ela não vai voltar, ou que a adaga não vai liberar os poderes dela por aí— papai pergunta debochado

— fizemos isso com nosso tio— tia Sasa entra fazendo uma cara de desgostos — ele está morto até hoje, aquele miserável, se funcionou com um cara que tinha três mil anos, vai funcionar com essa bruxa cadáver— fala simples

— consegue fazer ela possuir um corpo?— Tia Rô pergunta para o papai

— se me garantirem que essa adaga vai funcionar, sim eu garanto— fala sorrindo sombriamente.

— vai funcionar — falamos juntos, sorrio eu tinha uma família bem peculiar.

Mikaelson perdida Onde as histórias ganham vida. Descobre agora