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— JAE! – grito quando percebo que aquilo tudo era um sonho... Eu não pude tocá-lo novamente.

Levanto do chão toda ofegante, com as lágrimas insistindo em molhar meu rosto. Olho para o céu que estava quase escurecendo e fecho os olhos deixando a brisa gelada bater em meu rosto molhado, criando uma sensação boa mas agoniante.
  Saio da escola tentando disfarçar a recente crise de choro que eu tive a alguns minutos atrás. Algumas pessoas me olham de relance ao ver que eu tinha saído da escola em pleno sábado com o rosto molhado e vermelho.

— Nari? – Sinto uma mão tocar em meus ombros. Me viro e encontro Jinyoung com um olhar preocupado.

(...)

— Toma – Ele me entrega um sorvete em casquinha, de chocolate com menta. — O que estava fazendo lá? – Pergunta se sentando ao meu lado no banco da praça.

Estávamos na praça que ficava em frente a nossa escola. Jinyoung me olhava preocupado e tentava me consolar contando algumas piadas idiotas que arrancaram alguns sorrisos meus.

— Amanhã é o julgamento do primo do Jae – Sorrio sem graça observando o sorvete nas minhas mãos derreter aos poucos.

— Você vai? – Seus olhos pequenos e pretos como pitangas, me fitavam apreensivos.

— Eu quero ver aquele idiota receber a pena que merece – Falo estridentes. Eu não estava com um ar de tristeza, agora eu demonstrava raiva.

Jinyoung apenas me olha assentindo e direciona os olhos para o chão, balançando os pés, um tanto nervoso.

— Sabe aquele homem que estava do lado do Iseul? Quando seu pai morreu...– Ele volta seus olhos para mim, mas com o olhar diferente, agora ele estava com medo e tristeza em seu ar.

— Um dos capangas dele? Sim, soube que foi preso também –Abaixo os olhos para o sorvete que estava derramando em minha calça.

Vejo Jinyoung se ajoelhar a minha frente, o olho confusa ao perceber que ele chorava.

— Foi o meu pai Nari, meu pai matou o seu... – o mesmo aperta suas mãos com força, deixando as marcas da unha visível — me desculpa Nari, ele...

Não o deixo terminar de falar, pois eu o puxei para um abraço. E lá estávamos nós dois, chorando juntos.

Não temos culpa pelo o que nossos parente fazem, você não tem o que se desculpar – aperto o abraço e limpo as lágrimas dele com as minha mãos.

Jinyoung

𝙰𝚕𝚐𝚞𝚗𝚜 𝚍𝚒𝚊𝚜 𝚊𝚝𝚛á𝚜~

— O que esteve fazendo esses dias fora de casa seu idiota? – Minha mãe aparece pela porta quando me vê chegar.

— Meus amigos precisavam de mim– Falo sério enquanto recebo alguns tapas da mesma.

— Seu idiota! Idiota! – Ela distribui socos em mim, e depois cai lentamente no chão chorando.

— Mãe? O que aconteceu? – Arregalo os olhos a abraçando.

— Seu pai foi preso, filho –Seus olhos tristes me olham, sua expressão desesperada gritava.

(...)

Respiro fundo, tento cobrir as minhas mãos que temiam, eu não sabia se era raiva ou decepção.

— Meu filho... – Quando ele aparece, viro o meu rosto tentando fingir que aquilo tudo era uma brincadeira.

Demons | Jay b Got7Onde as histórias ganham vida. Descobre agora