Capítulo 32

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Meu jantar com o Enzo tava maravilhoso. Ele me fez rir o tempo todo, como sempre. Mas meus pensamentos tava em Rodrigo. Quem será aquela mulher que atendeu? Não parecia mais que Rodrigo gostava de mim, mas o jeito que ele falo comigo no final me deixou bastante confusa. Fomos andar por uma pracinha que tinha ali perto e conversando com o Enzo.

- Trabalho ta demais amor - Ele falo fazendo uma carinha triste, passei a mão na bochecha dele e fiz um carinho devagar.

- Logo passa, você vai até sentir falta depois - Respondi dando uma risada pra descontrair o clima.

- Acho que vou ter que viajar, não é nada certo ainda.

- Sério isso Enzo? Poxa, mal te vejo e agora isso...

- Foi mal amor, eu não queria assim, mas eu...

- Tudo bem amor, eu entendo você e esses dias nem fiquei muito em casa - Cortei ele e falei o que não tinha que ter falado. Ele me encarou.

- É?  E o que você fez?

- An... Rodrigo me pediu ajuda pra ajudar ele a escolher uma casa, aí ajudei numa boa e depois ele pedia algumas ajudas pra casa também.

- Porque ele não pediu pra as amantes dele ajudar? E vem cá, o divórcio? Vocês nem resolveram isso ne - Ele falo um pouco alto e todo grosso. Encarei ele com raiva.

- Precisa falar assim Enzo? Que merda - Sair andando na frente e ele puxou meu braço.

- Desculpa, desculpa meu amor. Mas isso me tira do sério, não gosto desse homem perto de você, entende?  - Ele segurou meu rosto me fazendo encarar ele, me deu um selinho.

- Sim, esquece isso.

- Mas o divórcio amor? Quero casar com você, ter minha família com você poxa - Sabe quando você perde a respiração?  Estou assim mesmo. Eu não tinha planos de me casar agora, pelo o amor de deus.

- Eu vou pedir mesmo agora ta?  Vamos mudar de assunto por favor.

Ele concordou e ficamos andando um pouco mais. Depois me levou pra casa. Ele até tentou vim comigo, mas dei uma qualquer desculpa e subi. Troquei de roupa assim que entrei no quarto. E me veio na cabeça a um ano atrás, Rodrigo com a Luana. Falando nessa garota, ela conheceu um homem mais velho e acabou ficando grávida. A mãe e o pai fizeram ela se casar com o homem. E hoje em dia eles vivem bem e com filho ne. É uma gracinha a criança, o Júnior. Me deitei e peguei no sono logo.

Terça-feira era dia de eu resolver as contas na loja. Eu tinha que ir lá e ver novas roupas. Levantei, coloquei um macacão preto e um salto preto também. Peguei minhas coisas e sair sem comer nada mesmo. O shopping tava quase sem ninguém ainda e as meninas já tavam lá. Letícia, Bruna e Jen trabalhavam lá. Confio de olhos fechados nelas e Jen era minha sócia. Ficamos ali no balcão resolvendo tudo e entro uma mulher. Ela usava um vestido chique, tinha um cabelo lindo cor de mel e parecia que não era daqui. Muito branca e com ar de riqueza. Ela fico vendo as roupas e a Bruna foi atender. Ela veio pagar os três vestidos que comprou aqui.

- As roupas são lindas daqui, da vontade de levar tudo - Ela falo rindo pra nós que estávamos no balcão. Dei um sorriso e a Jen agradeceu. Ela tinha um sotaque e se embolava pra falar o português. Passei quase o dia todo la e sair pra comer alguma coisa. Enquanto eu sentava numa cadeira com minha comida na mesa. Vi a mesma mulher passa e me comprimentou. Procuro um lugar e não achava.

- Senta aqui, to vendo seu desespero aí - Eu disse sorrindo e ela sorriu junto.

- Oh, obrigada. Isso aqui é tão cheio, nossa.

- É sim. Desculpa,mas eu não sei seu nome.

- Sou Beatrice, mas pode me chamar de Bea - Ela estendeu a mão e eu apertei.

- Prazer, sou Tati - Respondi, ficamos conversando de tudo. Descobrir que ela é do Brasil, mas foi trabalhar fora do Brasil e agora ta de férias aqui. Enquanto conversava, percebi que ela não parava de mexer no celular.

- Você ta com problemas no celular?

- Oh não, é que quero ligar pro meu ficante e ele não atende, ele quando quer ser babaca ele consegue! 

- Entendo bem - Acabei lembrando do Rodrigo. E foi só pensar nele, que meu celular tocou e era o próprio. Que macumba é essa, meu deus?  Haha .

- Oi - Falei após atender o celular e o Rodrigo deu um suspiro.

- Oi Tati, você vai fazer alguma coisa hoje?

- Hum, não. Porque? 

- Vem aqui na minha casa? Aprendi fazer uma comida muito boa.

- Eu não sei não, melhor não viu.

- Por favor cara, vem Tati - Ele implorou por uns cinco minutos e a Bea tava brigando com o celular na minha frente, pois o celular do tal homem tava dando ocupado agora.

- Ta bom, eu vou! Que horas? 

- Oba, te busco. Pode ser?

- Uhum, as sete. Beijos.

Desliguei na cara dele e dei um sorriso.

- Ui poderosa, tem encontro marcado ein.

- Pois é, bom adorei conhecer, mas tenho que voltar ao trabalho.

Me despedi dela e voltei pra loja. Quando foi cinco e meia sair correndo pra casa.

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