3

7.8K 484 140
                                    

Estava sentada esperando a minha mamãe chegar, mas pela demora com certeza quem viria me buscar na escola séria o tio Noah ele sempre perde o horário. Tia Aurora fala que não sabe de onde eu tirei esse estresse,  digamos que eu sou um pouco não tão calma assim, já eu tenho certeza que puxei da mamãe. Mas quem sou eu para falar isso para ela!

— Olha ela é a menina sem papai!- ouvi  alguem dizendo e logo uma série de risadas logo em seguida. — órfã de pai!, a minha mãe falou que a mãe dela não sabe quem é o papai dela!- esse futuro cadáver é a Anabella ela começou a implicar comigo no dia da apresentação dos pais, como eu não tenho papai quem veio foi a mamãe, diferente de outras crianças eu não me sinto chateada por não ter um pai.

Quem precisa de um quando se tem o tio Noah que te ensina tudo o que é de errado e ainda é meu cúmplice em tudo que faço. Esperei calada até ver ela indo ao banheiro e como uma boa amiga que sou fui atrás dela para ver se precisa de ajuda. Olhando para um lado e pro outro para ver se alguém vinha, fechei a porta do banheiro e a esperei sair. Quando a Anabella saio da cabine e me viu ali ela se assustou. E a única coisa que pude fazer foi dar um dos meus melhores sorrisos, a mamãe fala que eu tenho o sorriso de uma fênix, acho que estou começando a acreditar.

Andando em passos lentos fui em direção ao futuro cadáver ela estava tão assustada que me deixava ainda mais feliz. Colocando uma das minhas mãos em sua cabeça a vi desabar bem aos meus pés. Antes que pudesse fazer mas alguma coisa o tio Noah entrou.

— Os seus piores pesadelos, incapaz de gritar ou se mexer. Sendo condenado a ver seus mais sombrios pesadelos enquanto é torturado por eles- o tio Noah fala com uma mão no queixo, logo sorrindo para mim —– Boa escolha... não deixa rastros ou lembranças de como começou ou quem lançou em você. O ruim é que os pesadelos de uma criança de 6 anos não é lá essas coisas.

— brigado tio, mas o que faz no banheira feminino- falei enquanto o tio Noah pegava o cadáver ainda vivo no colo — mamãe fala que homens não podem entra no banheiro feminino

— senti sua magia então vim ver o que estava aprontando, e você não deveria ligar para tudo que sua louca mãe fala- Quando chegamos no corredor o tio Noah deu o cadáver para a tia do corredor dizendo que a encontro jogada no chão, a cara da tia foi engraçada.

— Se a mamãe ouvir que você a chamou de louca ela vai te matar- falei rindo da cara de desgosto que ele fez.

— nada que me faça ter medo, já fui morto tantas vezes que mais uma vez não vai fazer diferença- no caminho para casa o tio me compro um sorvete e prometeu que não iria contar para a mamãe.

O jantar era como sempre o meu favorito, não por causa da comida quer dizer também pela comida mas sim porque o jantar era o único momento que comíamos juntos. Durante a manhã  era somente a tia Rô e eu, o almoço era no colégio e a merenda com o tio Noah, o jantar era todos até a mamãe, as vezes ela tomava café com a gente mas conforme fui crescendo descobri que a mamãe e manhã não combinam.

— monstrinho você foi a responsável pela morte do gato da vizinha‐ mamãe não fazia uma pergunta mas sim uma afirmação— isso não é de você!

— sério que não é a cara dela? Estamos falando da pessoa que matou o Joseph!–Tia Rô falava ironicamente.

— há o Joseph!- falei me lembrando dele. Ele deveria ter uns 16 anos e tinha nome de velho. Ele me irritou então o matei mas sabia que mamãe me daria uma bronca por chamar a atenção então escondi seu corpo, no final mamãe descobriu e mandou eu dizer onde estava o corpo para poder mandar as informações para a família e outras coisas. —— para a minha defesa eu não sabia que gatos não podiam nadar!

— gatos não podem?- a mamãe perguntou em dúvidas acho que nem ela sabia.

— Claro que podem!- o tio Noah falou olhando para a mamãe como se ela fosse uma idiota.

— bom então o azeitona não sabia, porque claramente ele se afogou quando caiu  na piscina-  falei comendo a minha rosquinha cor de rosa

— Azeitona? - tia Rô pergunto

— O nome do gato era Azeitona- falei o óbvio

— Então por que não o salvou?- ela retrucou

— Nannn, gatos tem 7 vidas para mim ele iria voltar! Dahhhhh- a tia me olhou como se eu fosse um alienígena o tio Noah rio tanto que se engasgou e a mamãe falou algo como você merecia essa irmãzinha.

E assim é mais um dia normal na mansão Adams. No final a mamãe ficou sabendo o que eu fiz no colégio, me deu uma bronca mas no final me perguntou  como era possivel eu ser tão parecida com ela, Que estava orgulhosa de seu mini clone versão 2.0 de olhos azuis. O beijo de bons pesadelos e então saiu apagando todas as luzes.

—Bons pesadelos meu querido monstrinho!

— horripilantes!- sussurro fechando os olhos...

Mikaelson perdida Onde as histórias ganham vida. Descobre agora