Capítulo 1

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Acordei com a cabeça latejando e sentindo meus braços arderem

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Acordei com a cabeça latejando e sentindo meus braços arderem. Levantei do chão, olhando em volta. Por sorte, só havia jogado roupas, livros e bichinhos de pelúcia pelo quarto. Suspirei, cansada, triste e querendo sumir. Franzi o cenho ao ouvir vozes vindo do andar debaixo e andei calmamente até a porta, encostando o ouvido na mesma.

“... e por que você não deixou ela morar comigo se nós somos esse fardo estratosférico na sua vida?!” era Yoongi, e ele estava irritado.

Me senti culpada. Será que ele estava bem?

“Você não tem um emprego decente e ainda largou a faculdade, não tem como sustentar a si mesmo direito, como iria sustentar mais ela ainda? E como se já não fosse preocupante o bastante você já ser uma má influência sem nem dar as caras por aqui, imagina ela vivendo com você e sem a mim?!”

Engoli em seco, sentindo as lágrimas voltarem. Como ele podia ser tão cruel? Yoongi é extremamente responsável, sempre foi. Aliás, ele que sempre me manda um dinheiro todo mês, nunca deixou de mandar, mesmo se estivesse num período difícil. Foi com a ajuda dele que comprei meus stim toys, montei meu currículo e paguei passagens para ir nas entrevistas que eram mais longe. Não foi graças a meu pai, que se recusava a, nas palavras dele, “gastar com esses brinquedos idiotas”. Pois é, eu tinha um pai extremamente ignorante.

“Ela já é adulta, pode decidir onde morar. E nós dois já sabemos qual vai ser a escolha dela.”

“Você sabe que com ela é diferente, ela não é uma adulta ainda de fato!”

“Ah, quando é pra sustentar seu argumento, o autismo vem a calhar né pai?!” eu ri, podendo ver direitinho ele revirando os olhos, com a cabeça para o lado e as mãos no bolso “Ela vem morar comigo. Só não a levo hoje porque ela está exausta pela crise, mas eu ou um dos meninos vamos vir pegar as coisas dela amanhã.”

Ele terminou de falar e logo pude ouvir passos na escada e, quando os mesmos cessaram, ouvi uma batida de leve na porta. Eu a abri e lá estava ele com seu cabelo recém pintado na cor natural todo bagunçado, me olhando com um olhar cheio de preocupação.

“Ji? Você está melhor?” ele perguntou, enquanto entrava no quarto, e foi o suficiente para eu desabar em lágrimas de novo. Ele me deu um abraço apertado

"Eu que deveria te perguntar! Você sofreu um acidente quando atendeu minha ligação, não é?"

"Eu estou bem agora, eu prometo." não acreditei de fato nele, mas fingi aceitar “Eu sinto muito por não ter te tirado daqui antes.” ele sussurrou enquanto acariciava meu cabelo “Mas agora você vem comigo, não há nada que ele possa fazer pra impedir.”

“Eu não quero incomodar, Gi.” levantei meu rosto e sequei minhas lágrimas, mas ainda falando entre soluços “Você mora com os meninos e nem tem outro quarto lá pra mim. E tem a sua namorada que, bom, é de mentira... mas mesmo assim!”

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