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Brigas... Uma Prova de Amor

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Narrado por Lizandra

Não falar com a Rafa estava me matando, ela era minha melhor amiga, minha irmã, ela era a única que me deixa em pé. O Johnny me alegra, mas ele sabe que meu sorriso é falso, o Aphonso também está triste, ele realmente estava querendo se redimir com a Rafa, mas o João acabou com tudo. Acordei na segunda com dor de cabeça, triste e cansada, levantei e caminhei para o banheiro em passos lentos, entrei no mesmo me despir e entre embaixo do chuveiro ligando o mesmo, deixei aquela agua fria cair pelo meu corpo por longos segundos na esperança que a mesma levasse toda a tristeza que eu sentia. Depois de vinte minutos sair do chuveiro fiz minha higiene bucal e voltei para o quarto, passei meu hidratante no corpo vestir minhas peças intimas meu uniforme e meu tênis, penteei meu cabelo, fiz uma maquiagem fraca, peguei minha mochila e desci, joguei minhas coisas encima do sofá e fui para a cozinha sentei-me á mesa junto á meus pais.

Liz: Bom dia – disse colocando um pouco de suco no copo

Mãe: Bom dia meu amor – sorriu tomando um pouco do seu café

Pai: Bom dia minha princesa – disse enquanto lia algo no jornal

Comecei a tomar meu café calmamente, até o João descer.

João: Bom dia família – disse sorrindo e sentando-se ao meu lado.

Mãe: bom dia filho

Pai: bom dia mané – eles riram

João: Não vai me dar bom dia maninha? – descarado

Liz: porque deveria? Você não merece nem que eu direcione uma palavra minha á você quanto mais um bom dia.

João: acordou de mau humor maninha?

Liz: Não, até que meu humor estava bom, mas ai ouvir a sua voz e ele ficou horrível.

Mãe: Lizandra, não fale assim com seu irmão – disse me repreendendo.

Liz: como a senhora quer que eu fale? Ainda estou sendo educada com ele mãe.

Pai: E o que ele te fez pra você trata-lo assim?

Liz: ela simplesmente se juntou com a garota mais vadia da escola pra falar mal da Rafaela e faze-la brigar comigo.

Mãe: você fez isso João?

João: claro que não mãe – se defendeu 

Liz: ah claro, agora sou mentirosa né João – levantei irritada – por sua culpa a Rafaela não fala mais comigo, por sua culpa eu perdi minha melhor amiga.

Segurei as lagrimas ao máximo que pude sair da cozinha peguei minha mochila na sala e sair porta a fora, o John estava encostado no muro com o Aphonso.

John: bom dia princesa – disse me dando um selinho

Liz: mal dia – sair andando

Phonso: o que aconteceu?

Liz: o João, ele é um perfeito idiota – disse ainda irritada.

John: disso já sabemos princesa – eles riram

Liz: não tem graça

John: desculpa, olha não liga pra ele – ele me abraçou – tem noticias da Rafa?

Liz: não – suspirei –  ligo e ela não atende, liguei para a avó dela e ela não sabe nada. E se aconteceu algo?

Phonso: vira essa boca pra lá loira.

John: noticia ruim corre rápido, se aconteceu algo vamos saber.

Fomos o resto do caminho calados, cada um com os pensamentos longe, soltei-me do John antes de entrar no colégio e abaixei para amarrar o cadarço do tênis, levantei e corri até eles, mas antes de chegar sentir alguém puxar meu braço com força, olhei e era o João, seu olhar estava repleto de ódio, nem parecia o João de anos atrás.

Liz: me solta – tentei me soltar e ele apertou meu braço – está me machucando

João: foda-se, por sua culpa fiquei sem mesada por três meses.

John: solta ela – disse o Johnny segurando meu braço

Liz: me solta João – ele apertava meu braço cada vez mais – eu não tenho culpa se você faz coisas erradas e se dar mal – sentir meu rosto arder e levei minha mão ao mesmo ele havia me batido

João: isso é pra você aprender a ficar calada – ele deu me outro tapa mais forte que me fez cair

John: tira a Liz daqui Phonso – ele pediu e partiu para cima do João o batendo.

Phonso: vem loira – ele me levantou e saímos do meio daquela rodinha, eu chorava e meu rosto ardia – me deixa ver seu rosto – disse quando estávamos sentados no pátio da escola, tirei minha mão e ele olhou – isso vai ficar roxo Liz está muito vermelho – disse e eu chorei mais, o João nunca havia me batido nem o papai – não chora baixinha, olha eu vou buscar gelo pra você colocar ai e vou atrás do Johnny – assentir e ele saiu. 

Demorou uns cinco minutos, as pessoas passavam e me olhavam, o Aphonso voltou ao lado de uma menina colocou a bolsa de gelo em meu rosto e saiu deixando-me sozinha com aquela garota, eu não falava nada nem chorava, tudo o que eu sentia era raiva muita raiva. Vi a Rafa passar pelo portão, minha vontade era de correr até ela e a abraçar, mas isso não aconteceu, eu continuei a olhando ela abaixou a cabeça e foi para a sala; Olhei novamente para o portão e vi o Johnny entrando ao lado do Aphonso, sua camisa estava manchada de sangue, levantei e fui até ele o abraçando forte.

John: calma princesa, ta tudo bem. – ele me apertava forte.

Phonso: vão para trás da escola, eu vou buscar alguma coisa pra fazer um curativo no mané.

Liz: está bem.

Peguei minha mochila e fomos para detrás da escola, me sentei em um banco que tinha ali e ele sentou-se ao meu lado.

Liz: obrigada

John: não tem que agradecer princesa – sorrio – está doendo? – tocou meu rosto

Liz: um pouco, e você está doendo?

John: não, está tudo bem – sorriu – alguns arranhões, mas ele esta bem pior – rir

Liz: não quero saber disso – ficamos em silêncio – porque fez isso?

John: porque nenhum homem deve bater em mulher, mesmo que ela seja uma prostituta – sorri – E ele bateu em você, e em você ninguém bate – disse acariciando meu rosto – porque eu te amo e se possível dou minha vida por você.

Liz: repete – disse boba

John: o que?

Liz: o que você disse

John: eu te amo e dou minha vida por você – sorriu

Liz: eu também te amo – o beijei

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