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Novamente Passado

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Algumas semanas se passaram desde a morte do papai, estou bem próxima do Aphonso e a Liz está ficando com o John. A Debora e o João andam juntos para todo o canto e meu medo só aumenta minha mãe não há vejo mais, estou completamente sozinha. Era quinta feira levantei fui ao banheiro, tomei um banho rapidamente e fiz minha higiene voltei para o quarto, vestir a roupa da escola, arrumei meu cabelo, calcei meu tênis peguei minha mochila e desci. Sair e encontrei a Liz fomos no carro de seu pai com seu irmão, chegamos e os meninos estavam do lado de fora, o Aphonso me abraçou de lado e fomos entrando, conversando normalmente até que a Debora aparece

Debora: olha quem chegou – dizia alto, fazendo todos olharem para mim – a nerdizinha estranha está pegando o garanhão da escola – riu – então Phonso já conseguiu pegar ela – o olhei e ele me parecia assustado – não chora querida todos sabemos que eles só estar com você por uma aposta – toda a escola riu e o João chegou ao seu lado.

João: o que houve Rafinha, você não era tão durona há algumas semanas atrás – riu – ah ela só era durona quando o papaizinho dela estava vivo, agora que é órfã não vai fazer nada – todos riram novamente.

Liz: João – o repreendeu – foi para isso que você voltou?

João: cala a boca ai irmãzinha – sorriu – sabemos que você só anda com a Rafinha porque a mamãe te obriga – ele e a Debora riram, olhei para a Liz que o olhava com ódio.

Liz: eu não sou você João, eu gosto da Rafa, ela é minha amiga.

Deby: olha para você Lizandra, uma patricinha andando com uma estranha – riram – chega a ser patético.

John: cala a boca Debora – gritou

Rafa: Não John, a deixe terminar quero ouvir o que tem a dizer, mas por favor diga-me tudo

Deby: com prazer querida – sorriu – por onde começamos, ah sim. Nerd, feia, ah parece uma tabua, na verdade um zumbi sabe aqueles que só têm o osso então… – foi interrompida

Aphonso: Já chega – gritou – você não é ninguém para dizer essas coisas da Rafaela, ela ao contrario de você é uma mulher de verdade.

João: cala a boca Aphonso, ta defendendo ela por quê? Você nunca se importou com ela, ela sempre foi e sempre será a nerd que você quer levar para a cama. Vai ser a única garota que nunca dormiu com você.

Definitivamente aquilo era o fim para mim, eu não aguentava mais ouvi aquilo, respirei fundo e fui para a sala, sentei-me e a professora entrou logo atrás, acompanhada de apenas três alunas, sabia que a conversa ainda rolava no pátio. Enquanto a aula rolava meu pensamento voava para o passado, a Debora tem razão porque eu estou andando com a Liz? Ela é perfeita uma bonequinha de porcelana, que ama shoppings e compras, e o que eu uma órfã ridícula estava fazendo com eles. Voltei minha atenção a sala de aula e todos já estavam ali, olhei para a Liz e ela ria brincando com o John, olhei para o Aphonso e ele estava conversando com a Debora e com o João, olhei para frente e suspirei, peguei minha mochila e sair da sala, sem permissão ou algo do tipo, fui para detrás do colégio e pulei o muro, desci a rua sem o menor destino, sentir meu celular vibrar mas o deixei no bolso, continuei andando, parei no caminho comprei alguns biscoitos, agua e um refrigerante, coloquei dentro da mochila e sair, fui para o bosque da cidade e subir as montanhas, quando cansei me sentei por ali e comi um dos biscoitos, depois de muito pensar, me levantei e subir mais alguns metros, parei me encostei em uma arvore e sentei, apoiei minha cabeça na mochila e dormi, acordei com meu celular vibrando, peguei-o no bolso e era a Liz, não atendi, vi as horas e já estava para anoitecer, peguei um casaco dentro da bolsa, vestir peguei mais um biscoito e isso foi meu jantar, desliguei o celular e deitei por ai.

Sua gorda – todos riam jogando bolinhas de papel em mim – você nunca vai ficar com ele, ele só quer te usar te levar para cama – riram

Acha mesmo que eu gosto de você garota? – dizia o Aphonso enquanto todos riam – eu nunca vou te amar, olha pra você, nem corpo tem sua nerd ridícula – riram – eu odeio você 

Acordei assustada e não pude evitar as lagrimas caiam sem meu menor esforço peguei meu estilete no estojo subir a manga do meu casaco e me cortei, cortei muito, peguei a agua e tomei um pouco, peguei meu celular liguei e logo começou a chegar mensagem da Liz, do Aphonso e do John, apaguei todas, arrumei minhas coisas peguei minha mochila e desci a caminho de casa, quando cheguei, tranquei tudo e subi para meu quarto, me tranquei no mesmo e fui para o banheiro tomei um banho, sair vestir uma roupa qualquer e fiz um curativo nos meus braços, desci fiz algo para comer, depois que comi, subi para o quarto da minha mãe, fechei a porta e me deitei liguei a televisão e fiquei apenas passando os canais, ouvi a campainha tocar fui até a varada e olhei para a porta, era a Liz e os meninos, fechei a porta da varada e as cortinas e fui para meu quarto tranquei a porta liguei meu notebook, coloquei os fones e liguei a musica alto o bastante, acessei minhas redes sociais, e só haviam ofensas, apaguei tudo e excluir minhas redes sociais. Fiz um tumblr e comecei a postar meus textos ali, desliguei o computador os guardei e fui até o quarto da minha mãe, olhei pela varanda e eles ainda estavam ali, fui ao meu quarto troquei de roupa, peguei uma bolsa, joguei algumas roupas, peguei meu skate e desci abri a porta, e eles me olharam.

Liz: Meu Deus Rafaela, estamos há horas aqui, porque não veio abri a porta – passei por ela calada – Espera – a olhei – você não vai fazer isso novamente Rafa, eu não vou deixar a Debora e o João te machucarem novamente.

Rafa: Esquece tudo Lizandra, isso é apenas a verdade – me virei e sair subindo no meu skate.

- Você não vai fazer isso Rafa – olhei e era o Aphonso

Rafa: porque se importa? Você me odeia, pra você sou uma nerd esquisita. Que não tem corpo – soltei-me dele – a quem queremos enganar Aphonso, você é o cara que todas desejam e eu sou a garota que todos rejeitam – suspirei e sair de lá.

Talvez me afastando deles a Deborah e o João me deixem em paz, fui andando até que cheguei no cemitério, fui até o tumulo do papai e me sentei

Rafa: desculpa papai não te trouxe flores, amanhã eu trago – passei a mão por sua foto - está tão difícil sem você – disse deixando lagrimas cair – a mamãe não vem mais para casa, e a escola – suspirei – é tão complicado ir a escola, porque você se foi papai? Porque me deixou? Eu sinto tanto a sua falta

- o que faz aqui pequena? – olhei e era minha avó com um boque pequeno de flores na mão – porque chora? – se aproximou e me abraçou

Rafa: não aguento minha escola vó, todos riem de mim.

Vó: isso não é motivo para você chorar minha princesa, mostre a eles que você é superior e não se abale

Rafa: como vó, cada palavra é como uma faca em meu peito.

Vó: oh minha pequena, venha vamos para minha casa, você fica lá até o resto da semana e na segunda vai para a escola, ire ligar para a escola e avisa que você faltará

Rafa: obrigada vó – sorri

Ficamos um pouco por ali e depois fomos para sua casa. Cheguei tomei um banho, comi e deitei no sofá da sala.

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