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yuasashin
yuasashin

Aug 25, 2009
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A Internet de Coisas e o Efeito nos Consumidores

17 de agosto de 2009 - A invasão da tecnologia na vida de todos nós é uma realidade, se por um lado é benéfica, inexorável e explícita, por outro lado tem seu aspecto sutil e extremamente invasivo. Em relatório recente intitulado "Web Squared: Web 2.0 Five Years On" ("A Web ao Quadrado: Web 2.0 Após Cinco Anos"), Tim O'Reilly, um dos mais influentes blogueiros e pensadores do Vale do Silício, em parceria com John Battelle, fundador e chairman da Federated Media Publishing, avaliam o atual momento em que vivenciamos a interseção entre as tecnologias da web e a emergente "internet de coisas" (objetos do mundo real conectados à internet). Exemplo inusitado é o caso do primeiro marcapasso Wi-Fi controlado à distância pela internet: conforme matéria da Reuters ("First Wi-Fi Pacemaker In US Gives Patient Freedom", 10/08/09) após depender de um marcapasso por 20 anos, Carol Kasyjanski se tornou o primeiro paciente americano a receber um marcapasso sem-fio que permite que seu médico monitore sua saúde de longe. Quando Kasyjanski vai ao St. Francis Hospital em Roslyn, New York, para um check-up de rotina, cerca de 90% do trabalho já foi feito porque seu médico entrou no seu computador e tomou conhecimento do que ele precisava saber sobre sua paciente. Um outro registro da emergência de uma intrigante "internet de coisas" surgiu em Julho de 2008 a partir da divulgação de um acordo da IBM com a Matiq, a subsidiária de tecnologia da informação da Nortura, o maior produtor de alimentos da Noruega, para utilizar a tecnologia da identificação por radio-freqüência (RFID) no rastreamento de produtos derivados do frango e da carne bovina desde sua produção no campo, ao longo de toda a cadeia de suprimentos, até as prateleiras dos supermercados.

Do ponto de vista econômico, trata-se de uma oportunidade para o aumento de competitividade, conforme a análise de Jacques Bughin, Angela Hung Byers, e Michael Chui no artigo "Using technology to turbocharge innovation in a downturn" ("Usando a tecnologia para turbocarregar inovação num momento de declínio", portal da McKinsey & Company, 06/08/09). Candidata a membro do seleto grupo de grandes inovações que podem varrer do mapa velhos modelos de negócios, criando os fundamentos para um crescimento verdadeiro, a internet de coisas emerge a partir de minúsculos sensores, computadores e outros microdispositivos que são embutidos em objetos físicos e conectados através de redes sem fio. Aí nascem os objetos mais "inteligentes" e mais interativos, com o potencial de transformar os modelos de negócios tradicionais, a começar pela maior eficiência e pelo oferecimento de fatias menores na venda de bens e serviços que dispõem de mecanismos de auto-monitoração. Ao invés de comprar um produto imediatamente, ou assinar um contrato de longo prazo, ao cliente passa ser oferecida a possibilidade de pagar somente pelo uso de fato, pois os sensores podem registrar a utilização. Conforme os autores, em alguns casos, o que era uma despesa de capital pesada é transformada numa despesa de operação mais leve à medida em que produtos são transformados em serviços. "A nova lógica de pagar por valor está criando uma variedade de novos modelos de negócios", afirmam Bughin, Byers & Chui, tomando como exemplo a indústria de motores de aeronaves, onde os fabricantes estão vendendo o "empuxo" como um serviço, ao invés de motores como produtos, pois hoje são capazes de registrar eletronicamente o uso e o desempenho de seus motores. Ao mesmo tempo, os fabricantes de aeronaves estão oferecendo contratos que garantem o "tempo de disponibilidade" de seus produtos usando sensores embutidos em estruturas de aeronaves que são capazes de determinar quando a manutenção preventiva se faz necessária.

O fato é que a internet de coisas propicia o "encontro" da rede com o mundo físico. Como diz Richard MacManus no seu artigo "Web Squared: When Web 2.0 Meets Internet of Things" ("Web Elevada ao Quadrado: Quando a Web 2.0 Encontra a Internet de Coisas") publicado em 05/08/09 no portal ReadWriteWeb.com, o termo 'web elevada ao quadrado' é uma tentativa de dar um novo rótulo e uma nova imagem à chamada internet interativa, conhecida também como "Web 2.0". Lançada em Junho último por ocasião da sexta conferência anual sobre a internet e seu impacto no mundo real, a idéia, expressa pelos fundadores e coordenadores do evento como "Web 2.0 + World = W2", surge a partir da percepção de que o paradigma "a rede como uma plataforma" significa mais

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